Será que falar mais acrescenta valor à conversa?
- Aline Kilian Especialista em Posicionamento Profissional

- há 10 horas
- 2 min de leitura

Em uma reunião, algumas pessoas falam bastante. Outras participam apenas em alguns momentos.
Mas existe uma diferença mais importante do que a quantidade de vezes que alguém se manifesta: o que acontece com a conversa depois que essa pessoa fala.
Uma pergunta pode revelar um problema que ninguém havia percebido.
Uma observação pode mudar a direção de uma discussão.
Uma síntese pode transformar uma questão complexa em algo que todos conseguem compreender.
A contribuição pode ser breve ou extensa. O que determina seu peso é aquilo que ela acrescenta.
Falar não é necessariamente contribuir
Em ambientes profissionais, existe uma pressão silenciosa para demonstrar conhecimento.
Isso pode levar algumas pessoas a explicar mais do que o necessário, antecipar todas as possibilidades, justificar cada conclusão ou participar de discussões apenas para mostrar que estão acompanhando.
O conhecimento está presente.
Mas nem sempre chega ao outro na forma mais útil.
Uma contribuição relevante não precisa demonstrar tudo o que alguém sabe. Precisa ajudar a conversa a avançar.
Pode ser uma pergunta que esclarece o problema, uma informação que muda a análise ou uma perspectiva que ainda não havia sido considerada.
É nesse ponto que conhecimento começa a se transformar em influência.
Quanto mais conhecimento, mais importante se torna a capacidade de síntese
Profissionais experientes percebem variáveis, exceções, riscos e consequências que não são imediatamente evidentes.
Isso amplia a capacidade de análise, mas também pode dificultar a comunicação.
Transformar complexidade em clareza não significa simplificar o pensamento.
Significa organizar o pensamento para que o outro consiga acompanhá-lo.
Influência também se constrói antes da fala
Uma contribuição não começa quando alguém começa a falar.
A maneira como um profissional acompanha uma discussão, escuta, observa e escolhe o momento de participar também interfere na forma como sua fala será recebida.
Uma boa ideia apresentada no momento errado pode perder força.
Quando alguém não sente necessidade de comentar tudo, mas participa quando tem algo relevante a acrescentar, suas intervenções podem ganhar outro peso.
Não porque falar pouco seja uma virtude.
Mas porque existe coerência entre a presença daquela pessoa e a qualidade daquilo que ela acrescenta.
O ponto não é falar menos
Ser influente não significa reduzir a quantidade de palavras.
Há situações que exigem explicações detalhadas, argumentos extensos e discussões aprofundadas.
A questão é saber quando a extensão contribui para a compreensão — e quando apenas aumenta o volume da conversa.
Uma fala pode ser longa e extremamente relevante.
Outra pode ser breve e não acrescentar nada.
A diferença está na capacidade de reconhecer o que aquela conversa precisa.
A quantidade da fala não faz tanta diferença, mas sim a relevância e a contribuição que ela acrescenta à conversa.
Porque, no ambiente profissional, ser ouvido não significa apenas conseguir a atenção das pessoas.
Significa fazer com que aquilo que você diz tenha relevância suficiente para ser considerado.
Confira o artigo sobre: Por que alguns profissionais se tornam referência e outro não?
Um abraço e até breve,
Aline Kilian | Especialista em Posicionamento Profissional | Criadora do Método Percepção Estratégica® (M.P.E.)



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